General do Exército é o novo presidente da Funai

General do Exército Brasileiro é nomeado novo presidente da Funai



Quatro dias depois de exonerar Antônio Fernandes Toninho Costa da presidência da Fundação Nacional do Índio (Funai), o governo publicou no Diário Oficial da União a nomeação do general do Exército Franklimberg Ribeiro Freitas para assumir o cargo interinamente. Ele ocupava desde janeiro a Diretoria de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável da Funai. A publicação desta terça-feira é assinada pelo ministro da Casa Civil Eliseu Padilha. Descendente da etnia Murá, Franklimberg já era cotado para assumir a presidência da fundação desde o ano passado sob a indicação do Pastor Everaldo (PSC-RJ).

A troca de comando na Funai se dá em meio a uma onda de conflitos entre indígenas e fazendeiros. Na semana passada, um ataque de fazendeiros a índios no interior do Maranhão deixou ao menos 13 feridos.
Após ser exonerado, Costa afrmou que sua saída se deu por não acatar indicações políticas — de pessoas que "nunca viram índios na vida" — e por ter um ministro comprometido com a bancada ruralista.
— "Não permiti e jamais poderia permitir (indicações políticas), porque a Funai é composta de cargos técnicos e de servidores concursados. E jamais poderia deixar entrar na instituição pessoas que não têm nenhum compromisso com as causas indígenas" — disse Costa em entrevista coletiva na sexta-feira passada.

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Mais cedo, em mensagem à 'GloboNews', o ex-presidente da Funai afirmou que sua exoneração se deu por não acatar uma tentativa do líder do governo no Congresso, deputado André Moura (PSC-SE).

Em nota, o ministro da Justiça e Segurança Pública Osmar Serraglio respondeu ao ex-presidente da Funai. Para Serraglio, o órgão necessita de uma "melhor gestão", que seja "mais ágil e eficiente" e cita como ações urgentes o desbloqueio de rodovias e a liberação de linha de transmissão de energia em terras indígenas, em Roraima . Na íntegra, o comunicado diz:
"Sobre a exoneração do presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Antônio Fernandes Toninho Costa, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Osmar Serraglio, reafirma que, dada e extrema importância que o governo dá à questão indígena, o órgão necessita de uma atuação mais ágil e eficiente, o que não vinha acontecendo.

O recém-iniciado contingenciamento de recursos foi estabelecido para todos os órgãos do governo e não afetou o início da gestão de Costa. Há várias questões que demandam soluções e ações urgentes, como o desbloqueio de rodovias em várias partes do país e as demarcações de terras.
Um dos exemplos é o linhão de energia em terras indígenas. A população de Roraima está estrangulada em seu desenvolvimento, importando energia da Venezuela em virtude das dificuldades de implantação de uma linha de transmissão que deve passar por reserva indígena, bem como o estado fica ilhado no período noturno, pois o acesso pela única rodovia possível é impedido pelos indígenas a partir das 18h.

Em audiência, a governadora e representantes do estado, solicitaram ao presidente da República uma solução rápida para essas questões. O ministro determinou ao então presidente da Funai providências imediatas. O que se viu foi, não só a ausência de qualquer ação, como evidente ofensa ao princípio hierárquico, uma vez que o ex-presidente da Funai publicamente reclamou da incumbência.
Dessa forma, várias questões não vinham sendo tratadas com a urgência e efetividade que os assuntos da área requeriam, o que corrobora a necessidade de uma melhor gestão."
Além da nomeação de Freitas, o governo decidiu exonerar a diretora de Administração e Gestão da Funai Janice Queiroz de Oliveira e nomear para o cargo Francisco José Nunes Ferreira.

Fonte: Extra
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