Exército terá primeiras Mulheres Oficiais Combatentes

Exército Brasileiro terá Primeiras Mulheres Oficiais Combatentes


Os portões da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) abriram-se, no dia 18 de fevereiro, para a primeira turma com mulheres. No total, 446 jovens entre 16 e 21 anos compõem a turma de 2017, sendo 40 alunas. Todos foram aprovados após uma rigorosa seleção, com exame intelectual, inspeção de saúde e exame de aptidão física, além de uma fase de adaptação. O curso na EsPCEx, que dura 46 semanas, é a etapa inicial da formação dos oficiais combatentes da Força Terrestre. Até o ano passado, essa era uma carreira somente para rapazes.

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Após esse período de preparação em Campinas, se obtiverem rendimento satisfatório, os alunos poderão ingressar como cadetes na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em Resende (RJ), onde escolherão qual Carreira Militar seguirão, tendo início, assim, a mais quatro anos de treinamento. As mulheres dessa primeira turma poderão optar entre as áreas de Intendência e Material Bélico.

Antes, as mulheres alcançavam o oficialato, no Exército Brasileiro, servindo como oficiais temporárias (para áreas técnicas de Ensino Médio ou de Nível Superior);  ou por intermédio de concurso para o Instituto Militar de Engenharia (IME), para o Quadro Complementar de Oficiais (QCO), em diversas áreas técnicas, incluindo o Magistério, e para o Serviço de Saúde – essas duas últimas após cursarem o Ensino Superior em estabelecimentos civis.

Na EsPCEx, rapazes e moças terão a mesma rotina de estudos e práticas, que inclui técnicas Militares, como ordem unida, regulamentos e normas do Exército, armamentos, topografia e orientação, idiomas e treinamento físico.


“Nós não temos um pelotão exclusivo de mulheres. Elas estão inseridas nos pelotões, recebendo a mesma educação militar. A diferença é unicamente no treinamento físico: elas fazem os mesmos exercícios, porém os índices para aprovação são diferenciados”, explicou o Comandante do Corpo de Alunos da Escola, Tenente-Coronel Jean Lawand Júnior. “Essas moças estão muito focadas, sabem que vão fazer história e querem fazer história. É nítido o foco, a determinação e a vontade delas. Nós estamos muito orgulhosos”, ressaltou.


Evento emocionante para as famílias

O momento da entrada pelos portões foi testemunhado e registrado com vídeos e fotos pelas famílias. Em seguida, pais, mães, irmãos e amigos vivenciaram outra emoção: a entrega da boina azul-ferrete, que caracteriza os alunos da EsPCEx. Anderson e Jacira Cesário, pais de Vinícius Cesário, 17, estavam atentos para todos os eventos do dia. “A saudade é muito grande, mas eu estou animada e muito orgulhosa dele. Também estou tranquila, porque sinto que ele está sendo bem encaminhado. Sei que ele vai sair daqui uma outra pessoa, bem melhor, por causa da educação que ele vai receber”, disse a mãe.


50 anos da Turma Marechal Mariano da Silva Rondon

A formatura que marcou a entrada de novos alunos na EsPCEx também foi de comemoração pelos 50 anos da turma Marechal Mariano da Silva Rondon. Integrantes do grupo estiveram presentes no evento e entoaram a canção da Escola, acompanhados pelos novos alunos. Em seguida, eles entraram marchando na EsPCEx.

O Comandante do Exército, General de Exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, fez parte dessa turma, junto com jovens de várias regiões brasileiras que iniciaram o treinamento para oficial do Exército em 1967. “É um momento especial pra mim e para o Exército. Primeiro, porque minha turma completa, hoje, 50 anos e está aqui com a mesma energia, o mesmo entusiasmo de meninos que éramos quando entramos por esse portão. Segundo, por causa desse processo dinâmico, no qual o Exército se reenergiza a cada turma que entra, e agora com a presença das moças. O Exército sempre correspondeu a um corte vertical da sociedade brasileira e, portanto, nada mais natural que as meninas ingressem, também, no Ensino Militar Bélico”, afirmou o Gen Villas Bôas.


  Mulheres no Exército

As mulheres ingressaram oficialmente no Exército Brasileiro em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial. A Força Expedicionária Brasileira contou com 73 enfermeiras. Já em 1992, a primeira turma de mulheres foi matriculada na Escola de Administração do Exército, atual Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx), instituição que forma os oficiais do Quadro Complementar, em Salvador (BA).

O Instituto Militar de Engenharia, no Rio de Janeiro (RJ), teve mulheres integrando as turmas a partir de 1997, para o Quadro de Engenheiros Militares (QEM). No mesmo ano, a Escola de Saúde do Exército (EsSEx), também no Rio de Janeiro, formou a primeira turma de oficiais médicas, dentistas, farmacêuticas.

Fonte: Exército Brasileiro
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