FAB fecha 2016 com 190 órgãos transportados

Força Aérea Brasileira fechou o ano com 190 órgãos transportados para Transplante


Apenas nos cinco primeiros dias de 2017, a Força Aérea Brasileira (FAB) já realizou três transportes de órgãos para transplantes. No dia 1º de janeiro, um coração foi transportado de Blumenau (SC) para um paciente em Curitiba (PR); no dia 2, uma aeronave da FAB transportou um fígado de Porto Seguro (BA) para o Rio de Janeiro (RJ); e outro fígado foi levado de Maceió (AL) para Fortaleza (CE) no dia 4.

A assinatura do decreto 8.783, da Presidência da República, em junho do ano passado, determina que uma aeronave esteja sempre à disposição na capital federal para essas missões. Além disso, a Força Aérea utiliza outros aviões lotados por todo o País, dependendo do trajeto a ser atendido.

Em 2016, a FAB fechou com um total de 190 órgãos transportados em 130 missões, envolvendo cerca de 550 horas de voo. “Não havia uma orientação sobre como proceder e os pedidos de transporte de órgãos contavam com o engajamento voluntário dos comandantes, além da disponibilidade de meios”, explica o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato.

FAB faz transporte de órgãos na noite de Natal

Nos últimos dias do ano passado, dois casos de transporte chamaram atenção. Na noite de Natal, um fígado e um rim foram transportados de Goiânia (GO) para transplante em Guarulhos (SP). “Vamos dar um presente de Natal para quem precisa”, ressaltou o Chefe da Seção de Operações do Quarto Esquadrão de Transporte Aéreo (4º ETA), Major Wanderson Marcos de Freitas, na ocasião. Já no dia 27 de dezembro, foi a vez de um menino de 7 anos receber um novo coração. O órgão foi transportado de Natal (RN) para Brasília (DF).


 Acionamento

O processo de transporte de órgãos é iniciado quando a Central Nacional de Transplantes (CNT) é informada por uma central estadual sobre a existência de órgão e tecido em condições clínicas para o transplante. A CNT aciona as companhias aéreas para verificar a disponibilidade logística. Se houver voo compatível, os aviões comerciais recebem o órgão e levam ao destino. Quando não há, a Central contata a FAB, que desloca um ou mais aviões para a captação e transporte do órgão.

Os pedidos chegam à Força Aérea por meio de uma estrutura montada em Brasília, onde avalia-se qual esquadrão deve ser acionado. A partir de então, é ativada uma cadeia de eventos até a decolagem da aeronave. É preciso checar as condições de pouso no aeroporto de destino, acionar a tripulação e avisar ao controle de tráfego aéreo que se trata de um transporte de órgãos – tanto no plano de voo, quanto na fonia – pois isso confere prioridade ao avião para procedimentos de pouso e decolagem.

Fonte: FAB
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